terça-feira, 12 de julho de 2011

Um dos Choramingos de Lena

Olá Galerinha do Bem!!!

Hoje trago a história de Lena Lopes, uma garota que se aventurou pelo mundo à fora em busca de sua felicidade e do preenchimento do imenso vazio que carregava em seu coração. Percebendo em sua trajetória que a felicidade poderia ser encontrada em um pequeno gesto: apenas um sorriso.
Apreciem e reflitam em suas linhas:


Em 1996, eu era uma garota um pouco revoltada. Eu trabalhava como comissária de bordo em uma empresa brasileira, que neste mesmo ano havia expandido seus serviços para todo o território nacional. Era quase final de ano e havíamos perdido em um acidente aéreo alguns colegas de trabalho, eles não faziam parte constantemente da minha vida, eu sequer tinha contato com eles, talvez os tenha visto entre uma e outra viagem, mas particularmente eu estava chocada e a fim de desistir da minha profissão. Medo eu não tinha de morrer, mas aquele acidente me abalou profundamente.
Eu falava inglês e espanhol fluentemente, por isso, ainda naquele mesmo ano, recebi uma proposta para trabalhar em uma empresa aérea do exterior.
Antes de continuar, gostaria de falar um pouco ao meu respeito. Eu fui uma criança e adolescente normal, com todos os problemas da idade. Meu pai faleceu quando eu tinha quatorze anos e minha mãe começou a trabalhar para sustentar, eu e Bia a minha irmã mais nova, na época com dois anos de idade. Enquanto minha mãe trabalhava no turno da tarde, eu a ajudava na casa e cuidava de Bia e estudava pela manhã. Terminei o fundamental e o segundo grau com muito esforço. Logo depois que terminei o segundo grau, minha mãe resolveu que eu deveria fazer um curso profissionalizante e me inscreveu numa escola para profissionais de aviação, dando o ponta-pé inicial e realizando um dos meus maiores sonhos: Ser uma aeromoça!
Apesar de estar realizando o sonho da minha vida, eu não era feliz, sentia um vazio enorme dentro do meu peito, achava que tudo era muito difícil para mim e para a minha família, resumindo eu vivia revoltada com a vida, algo que não era muito comum, a uma adolescente, criada sob a orientação da Doutrina Espírita.
Até o recebimento da proposta, minha vida e minha opinião sobre as dificuldades, continuaram as mesmas e aceitei ir trabalhar no exterior, mais por espírito de aventura, do que por convicção. Achei que longe, eu poderia ser mais feliz, um pensamento egoísta, pois pensei mais em mim do que em minha mãe e em minha irmã. Por outro lado, eu sabia que financeiramente eu poderia as ajudar de maneira bem melhor.
Embarquei num avião para a Inglaterra e depois fui para a Índia, trabalhar em uma subsidiária e indo morar em um hotel, onde permaneci dois anos e assim inicia a minha mudança de pensamento a respeito da vida.
Inicialmente achei o país medíocre, a cidade imunda e as pessoas muito estranhas. No hotel eu tinha tudo, ar condicionado, boa comida e tudo para garantir o meu conforto, mas bastava colocar o pé para fora, a miséria era gritante (ainda é), sujeira pelas calçadas, pessoas sujas pedindo esmola e amontoadas nas soleiras dos prédios.
Notei, que diferente do Brasil, quando um pobre ganha um pedaço de pão, corre para se esconder e comê-lo sozinho, eles, por mais diminuta que fosse a fatia, dividiam e ela passava de mão em mão e em cada uma das mãos, ficava uma pequena pedaço. Eles dividiam as suas misérias e cada um procurava minimizar a miséria do outro, nada mais, nada menos do que repartir o pão!
O que me chamou a atenção era as crianças, pequenas, raquíticas e mal nutridas. Cada vez que saía ou chegava ao hotel, não podia deixar de olhar para elas. A maioria das vezes, eu apenas sorria e seguia o meu caminho. Certo tempo depois, eu comecei a comprar pão e trazer comigo, cada vez que passava por elas, eu estendia a sacola de papel e uma ou outra criança corria para pegá-la, qualquer uma delas me retribuía com um sorriso e eu fazia o mesmo.
Um dia, antes de sair do hotel, comprei alguns doces e balas, colocando junto aos pães e como costumeiramente, ao pisar na calçada estendi o braço e uma menina veio correndo em minha direção. Ela parou, antes de segurar a sacola, sorriu e me disse, no seu idioma, o qual eu já entendia um pouco:
- Moça, você sabe que eu sou muito feliz!
Surpresa, eu perguntei por quê? Achando que a resposta seria sobre as doações que eu fazia para eles, mas não:
- Por que eu posso ver o teu sorriso!
Ela pegou a sacola, se afastou e foi ao encontro dos outros. Eu fiquei para e com a boca aberta, fui pega de surpresa.
Naquele dia passei o dia inteiro com aquelas palavras na cabeça e elas foram o ponto de partida para uma nova Lena:
- Como eu posso ser infeliz, tendo tudo o que eu tenho e apenas o meu sorriso pode fazer uma criança feliz!
Daquele dia em diante a minha vida mudou, o vazio que eu sentia aos poucos se desfez, a amargura ficou mais doce e a revolta dentro de mim começou a se amenizar! A Leninha morreu e a Lena nasceu.
Algum tempo depois, voltei ao Brasil, para resgatar a minha vida novamente, junto a tudo que tinha deixado devido a minha revolta, para rever meus valores e a minha família e, somente depois, mais amadurecida e sabendo realmente o que eu queria da minha vida, voltei para o exterior, fui morar na Espanha, voltei novamente e algum tempo depois fui morar na Inglaterra. Mas, mesmo com a distância de casa, nunca mais senti a solidão!

Esta linda história nos mostra que a felicidade pode estar  bem na nossa frente, e que somos nós que na maioria das vezes não conseguimos enxergá-la, e que devemos parar de reclamar do que temos e agradecer , pois existem milhares de pessoas em situações bem mais dificéis que a nossa , mais mesmo assim, conseguem se sentir mais felizes. Então , vamos refletir sobre nossas atitudes, e tentar tirar uma lição , como aconteceu com a Lena, pois todos podemos mudar e nos tornarmos pessoas melhores , entendendo o que realmente tem valor em nossas vidas, que é o nosso ser e não o ter.
Esta história me fez pensar e refletir sobre minhas atitudes, pois muitas vezes me pego mais reclamando do que agradecendo, e isto não me deixa nada feliz, por que devemos ser gratos pelo simples motivo de estarmos vivos e de termos a oportunidade de crescer e evoluir todos os dias, podendo assim, nos tornarmos pessoas mais felizes.
Espero que tenham gostado e até a próxima!!!
Bjs e Flores

Deka 


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma Oração Perfeita Para Qualquer Chorumela

Olá Galerinha!!!

Hoje trago para vocês uma oração que eu particularmente gosto muito, pois conseguimos sentir cada palavra dita em seu texto e desta forma nos faz sentir mais perto de nosso criador. Eu acredito que a verdadeira oração não precise ser decorada e sim vivida em cada linha e palavra que ela nos traz.
Existem milhares de orações diferentes, de várias religiões e para vários santos, e muitas são lindíssimas, mais se rezarmos sem sentir suas palavras em nossos corações , não surtirá nenhum efeito em nossas almas e mentes, fazendo assim serem apenas palavras jogadas ao vento.
Então, quando rezar, independente de ser uma oração já criada ou uma feita no momento por você, que seja sincera e sentida em cada palavra, pois desta forma ela atingirá seu coração e te fará meditar em cada atitude , desta forma te transformando em uma pessoa melhor a cada dia.
Desfrutem dessas belíssimas linhas:



Prece de Cáritas

DEUS nosso Pai, vós que sois todo poder e bondade,
Dai a força àquele que passa pela provação,
Dai a luz àquele que procura a verdade,
Ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. 

DEUS, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação,
ao doente o repouso. 

PAI, dai ao culpado o arrependimento,ao Espírito a verdade,
à criança o guia,ao orfão o pai. 

SENHOR,que a Vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste.
Piedade, Senhor, para aqueles que não vos conhecem,
Esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores
Derramem por toda parte a paz, a esperança e a fé. 

DEUS, um raio,uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra.
Deixa-nos beber nas fontes desta bondade fecunda e infinita
e todas as lágrimas secarão,todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração,um só pensamento subirá até Vós,
Como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha,nós lhe esperamos com os braços abertos
Oh, bondade! Oh beleza! Oh perfeição!
E queremos de alguma sorte alcançar Vossa misericódia.

DEUS,
Dái-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós.
Dái-nos a caridade pura.
Dái-nos a fé e a razão.
Dái-nos a simplicidade,que fará de nossas almas...
Um espelho onde se reflitirá a Vossa santa e
misericordiosa imagem.

Esta oração nos ajuda a rezar por todos e não apenas por nós mesmos, desta forma ela nos auxilia a praticar um dos gestos mais vividos por Jesus: A Caridade.
Espero que tenham gostado!!!  Até a Próxima!!!

Bjs e Flores

Deka

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Loirinha Choramingona

Olá Galerinha do Bem!!!

Hoje trago à história de uma pessoa muito importante para mim, que é a minha amiga de quase 20 anos , minha loirinha Carlinha, que pra mim é um anjo que Deus colocou em minha vida e eu o agradeço todos os dias por este descuido.
Eu vi de perto sua luta contra o vício e a depressão e sei o quanto foi dificil e ainda é, lutar contra estes males, mais através de tudo isto pude perceber o quanto ela é forte e guerreira , pois mesmo se sentindo no fundo do poço ela conseguiu ter forças para sair dele e me orgulho muito dela pela luta e pela sua fé adquirida durante este tortuoso caminho. Espero que apreciem suas singelas palavras.




Meu nome é Carla e gostaria de compartilhar a minha história de vida com vocês.
Há 28 anos atrás mais precisamente no ano de 1982 eu nasci; com 1 ano de idade eu tive uma pneumonia muito forte e fui internada no hospital particular, com o passar dos dias eu ia ficando mais doente e mais frágil e os meus pais decidiram transferir eu para o hospital das Clínicas de SP onde o médico solicitou uma cirurgia de emergência pois o meu caso era grave, eu estava com edema pulmonar e este mesmo anjo disse aos meus pais que se eu ficasse mais um dia internada eu não teria sobrevivido, essa foi a minha primeira luta contra a vida e daí pra frente tive que enfrentar outros obstáculos.
A minha segunda batalha foi quando eu tinha por volta dos meus 15 aos 16 anos de idade, onde eu tive uma depressão profunda, me sentia a garota mais infeliz  e por esse motivo não tinha vontade de sair de casa  e por muitas vezes tive idéias de suicídio, nessa época eu não me amava e não amava a Deus, mal sabia que mesmo assim ELE me amava muito e não permitiu que eu fizesse esse ato contra mim mesma. Essa doença foi o meu segredo porque para todos eu estava ótima mas no fundo eu não tinha vontade de viver; para piorar a  depressão eu acabei me envolvendo com um rapaz que eu amava muito e ele era usuário de drogas e eu sofria junto com ele de vê-lo poucos a poucos consumido pelo vício e pelas minhas tentativas em vão de tira-lo das drogas.
Eu era uma adolescente quando me envolvi com a bebida alcoólica, acreditava que era a única maneira de esquecer os meus problemas e de fugir da tristeza  onde eu ficava “alegrinha” e voltava a sorrir, porém, uma ilusão. O meu relacionamento acabou mas eu superei bem, mas eu tinha muitos problemas familiares principalmente com o meu pai. Os meus pais nunca foram contra o meu vício, ao contrário, comecei beber em casa, tomando restos de cervejas e vinhos deixados pelos amigos dos meus pais.  
Os meus pais brigavam muito, nunca soube o que era um lar feliz, somente nos meus sonhos eu fantasiava isso, porque a realidade era outra. Eu acabava entrando nas brigas dos meus pais e sempre defendia a minha mamãe que eu amava muito e não sei por que motivo eu tinha um ódio muito grande do meu pai, onde acabou levando as nossas brigas diárias. Foi um período muito difícil, eu já tinha os meus 21 anos e brigávamos muito, cheguei ouvir do meu pai que eu não era filha dele, porque filha não faz o que eu faço, hoje sei que fui muito malcriada e desrespeitei muito o meu pai.
Mas sempre fui uma boa filha, tive boas notas, nunca me envolvi com coisas erradas, sempre fui uma moça decente e estudiosa, realizei um dos meus maiores sonhos que foi me formar em biomedicina e sei que isso foi um grande orgulho para o meu pai.
Infelizmente, os meus pais se separaram há 4 anos atrás, mas confesso que muitas vezes eu rezava pedindo pra que eles separassem pois viviam um inferno e eu e minha irmã sofríamos juntos com as brigas deles.
Hoje eu tenho 28 anos, aprendi a dar valor para a minha vida e com os erros do meu passado, em relação ao meu pai estamos em fase de adaptação, eu e ele se perdoamos e a medida do possível se falamos, saímos juntos para passear, afinal pai a gente só tem um e não é eterno então aprendi que eu tenho que valorizá-lo enquanto ele está vivo e também todos cometemos erros, quem sou eu para julgá-lo.
O que fez eu mudar bastante foi com certeza a maneira de olhar a vida, de enxergar os problemas e com certeza a fé em Deus de que toda provação que passamos tem um lado positivo. Eu ainda bebo socialmente, mas com responsabilidade e com limite, sabendo a hora certa de parar para não exagerar e não magoar as pessoas que me amam muito e que só querem o meu bem.
Esqueci de mencionar que todas essas fases ruins que passei somou para ser  quem sou hoje, e principalmente, não estaria hoje contando a minha história se não fosse o apoio dos meus amigos – os anjos – em minha vida que estavam sempre me apoiando com palavras amigas e que me ajudaram muito.
BY Carla Mazzuco Ferreira

Todos podemos superar os obstáculos que a vida nos traz, basta ter muita força e fé , com estes dois ingredientes será difícil o desânimo e a tristeza se apossarem do seu coração. Eu sei que não é fácil, mais é possível e só depende de cada um  encontrar sua força e fé interior e utilizá-la para vencer qualquer dificuldade, e  uma forma de limpar nossos corações é desabafando, e agradeço a todos que utilizam este nosso cantinho para faze-lo.

Bjs e Flores à todos!!

Deka


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Partilhem Seus Choramingos e Suas Chorumelas


Olá Galerinha!!

Hoje venho convidar à todos para participarem do meu blog.
È Fácil, é só você me enviar por email sua história de superação, todos nós possuímos várias, pois esta é a intenção do meu singelo blog, contar histórias de dificuldades superadas para que outras pessoas que passem pelo mesmo ou por situação parecida, perceba que é possível vencer qualquer obstáculo e que não é a única pessoa à sofrer. Tenho esperanças que dessa forma possamos amenizar o sofrimento de alguém e desta forma levar esperanças à quem não tem nenhuma.
Quem sentir do fundo do coração vontade de partilhar sua história deixo meu blog à disposição, pois acreditem com simples palavras podemos ajudar muita gente e levar um pouco de luz em um momento sombrio de uma vida.
Aguardo suas Histórias.
Deixo aqui uma das frases que adoro:

“Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!”
Machado de Assis

Bjs e Flores
Deka

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bonequinha também Choraminga

Olá Galerinha!!!

Hoje venho trazer uma história de uma menina que tropeçou nas pedras da vida, aprendendo e se tornando uma mulher guerreira e cheia de vida.



Olá amigos(as) !!
Hoje eu vim contar a minha história, espero que goste, não é grande coisa maissssss rs,  é o que tem pra hoje kkkk, meu nome é Andreza C. Ostia, tenho 26 anos, nasci em Itu,  desde de pequena fui tratada como uma boneca rs,  por ser apenas eu e meu irmão todos de casa me tratavam como uma princesinha, você acha que isso foi bom? pois não foi, por me tratarem como uma menina frágil, doente rs, eu cresci com complexo de inferioridade achando que era incapaz, burra, até que aos 8 anos para colaborar tive uma pneumonia das fortes, fiquei internada por alguns dias, depois disso a maneira de me tratarem ficou pior, porque passaram me tratar mais ainda como uma boneca de porcelana, tudo que eu queria, faziam maior força e compravam rs,  e minha vida foi assim por longo tempo rs, até meu irmão com o passar dos anos começou a trabalhar, ele não podia me ver doente que corria dar a gorjetinha dele para comprar o que eu queria, tadinho (amo muito ele rs).
Realmente eu era uma garota frágil, vivia desmaiando pelos cantos, até que fizeram exames e descobriram hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), comecei a fazer tratamentos com endocrinologista, mais mesmo assim levou tempo pra eu melhorar.
Aos 13 anos não sei se tem haver  com a  hipoglicemia, passei  a sentir medo de tudo, antes também já sentia muito medooo, mais aos 13 piorou,  o medo passou a ser pavor de tudo, e desmaiar, tive que fazer psicólogo mais meus problemas psicológicos foram tantos que tive que passar para psiquiatra, descobri que estava com Síndrome do Pânico,  acredito que tenha sido pior fase da minha vida, ter medo do medo rs, é horrível,  sentia medo de sair na rua, medo de dormir, fiquei 15 dias acordada por não conseguir dormir e não deixava ninguém dormir também rs, medo de morrer então nem se fale , só de pensar meu coração parecia que ia sair pela boca rs, mais enfim tudo passa, depois de muito tratamento essa fase horrível passou.
Dos 15 anos até meus 17 foi tudo ok, já dos 18anos foi complicado novamente, meus pais acabaram se separando devido a muitas brigas, resumindo passei um perrengue, sem casa para morar, sem emprego,  sem dinheiro, sem nadaaa, fomos morar no fundo da casa da minha tia, como em Itu eu não conseguia emprego, resolvi passear em Ourinhos, não tinha nada a perder mesmo, fui apenas a passeio com 1 mala, lá acabei ficando, arrumei um serviço em uma casa de frios, onde agradeço muito ao meu ex patrão por ter dado uma oportunidade de eu acreditar em mim, e superar meus obstáculos.
 Eu agradeço pela segunda oportunidade que Deus, meu irmão e minha cunhada me deram, de trabalhar em uma das maiores lojas virtuais de Camisetas, onde estou tendo a oportunidade de aprender muitas coisas no mundo virtual.
Hoje estou bem, melhorei demais em relação a síndrome do pânico, ao complexo de inferioridade, tenho meu lar, onde a paz reina aqui rs, sou e estou muito feliz, apesar de ainda estar encalhada kkkkkkkk, mas tenho pessoas que amo demais e que me completam, agradeço muito a Deus por tudo de ruim que eu passei e terei que passar ainda rs, porque das coisas ruins sou capaz de tirar muita coisa boa, por tudo que passei aprendi muito a dar valor na vida.
Hoje só tenho a agradecer!!


Bjs!!

Fiquem com Deus!!

Parabéns Andreza, pela força e garra de superar esta doença , que amedronta e faz com que as pessoas tenham medo dessa preciosidade que é a vida. Imagino que não tenha sido nada fácil, mais com certeza após ter vencido esta árdua batalha, a recompensa é a alegria e vontade de viver sem medo de ser feliz.

Bjs e Flores.

Deka

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Choramingos de uma Mãe com Fé

Olá Galerinha!!!


Hoje trago mais uma linda história de fé e superação de uma mulher que sempre sonhou em ser mãe, mais que acabou encontrando obstáculos no caminho rumo ao seu sonho, mesmo assim não se rendeu e lutou para a realização plena deste lindo sonho , que é gerar um ser único e especial em sua vida, um anjinho , que nós mães chamamos de filho.




Bom, desde criança quando brincava com minhas bonecas eu já sonhava em ser mãe, à medida que ia crescendo alimentava cada vez mais esse sonho de um dia poder ser mãe, sonhava em encontrar meu príncipe encantado, claro, e com ele formar uma família. Sempre gostei de crianças, aonde eu chegava que tinha um bebê eu pedia logo para segurar. Fui babá da minha priminha que hoje tem 18 aninhos, era um prazer pra mim trocar fraudas, dar mamadeira e cantar pra ela dormir.
Até que o tempo passou e conheci minha cara metade com que me casei, mesmo sonhando em ser mãe eu quis aproveitar minha vida de casada. “Os outros acham que a gente casa e logo já tem que engravidar então eu sempre escutava cobranças tipo “quando vai me dar um netinho minha filha”, e dos amigos” já está na hora de ter um bebê “... Mas mesmo tendo muita vontade de ser mãe eu achava e sempre falava que ainda não era a hora. E foi então que após uns 4 anos de casada meu marido e eu resolvemos que chegara a hora de termos um filho. E logo depois de uns 3 meses eu estava grávida e super feliz porque finalmente seria mãe, mas, lá no fundo eu sentia que algo não estava bem. Realmente intuição não falha e quando faltavam uns quinze dias para fazer 3 meses fiz uma ultra em que o médico não encontrava o bebê nem muito menos os batimentos cardíacos, ele pediu para que eu retornasse após uma semana. Eu fiquei tão arrasada, e nem precisou uma semana, eu já comecei a ter sangramento e foi confirmado que realmente não havia feto, o óvulo fertilizado implantou-se no útero, mas o embrião não se desenvolveu, chamada de gravidez anembrionária. Pois é, eu nunca tinha ouvido falar disso até acontecer comigo, foi muito difícil superar, ficar internada , ficar ouvindo chorinhos de bebê no quarto ao lado, ver as mães passando com seus filhinhos no corredor do hospital, ver os familiares visitando as mães e seus bebês, enquanto eu sofria pela perda do meu. Enfim o médico falou que eu podia engravidar de novo depois de 6 meses e que isso podia acontecer com qualquer um, mas eu me perguntava” porque eu”, que queria tanto ser mãe enquanto muitas jogam seus bebês no lixo e fazem de tudo para abortarem, mas a vida é assim a gente entende mas custa a aceitar.
Foi então que se passaram mais de 6 meses porque agora além de querer ter o meu bebê agora eu tinha medo de ter que passar por tudo outra vez, mas fui em frente e engravidei novamente. Foi uma gravidez difícil tive que fazer repouso porque tive um pequeno sangramento no início, fiquei tão inchada que parecia uma patinha, mas valeu todas as dificuldades, graças a Deus correu tudo bem e hoje minha princesinha tem 6 aninhos, é meu tesouro meu bem mais precioso.
Hoje posso dizer que se tivesse que passar por tudo outra vez para ter minha linda Helena passaria com prazer, adoro ser mãe. E termino estas palavras com minha frase predileta:
“MINHA FILHA MINHA VIDA”
Beijos Fran!

Parabéns Fran por não ter se rendido a tristeza de ter um colo vazio , e ter lutado para seguir pelo caminho da superação e chegar até a trilha da esperança, chegando no jardim do sonho realizado, e se instalando na casa da felicidade.
Então, vamos seguir este lindo exemplo e nos guiar pela força que todos nós possuimos dentro de nossos corações, para que não deixemos nossas forças e principalmente nossa esperança em momentos de dificuldades e desilusões, saibam que podemos vencer, só depende de nós e de nossa força interior.
Pensamentos positivos sempre, não é fácil ,sei bem disso, mais é possível, tudo que desejamos hoje, será tudo que viveremos amanha.


Beijos Carinhosos à todos


Deka


domingo, 22 de maio de 2011

Choramingos de uma Guerreira

Olá Galerinha!!

A Gisa, uma pessoa muito bacana que eu estou conhecendo através da net me mandou sua história de superação e me permitiu que dividisse com todos vocês meus queridos (as) seguidores(as), leiam e percebam a batalha que ela travou com muita fé e coragem.

Querida Andreia. Tudo bem com você?
                                                Conforme te prometi, aqui está a minha historia. Se quiser pode publicar.
                                                No final de 74 e começo de 75 houve duas campanhas de vacinação contra a tuberculose em meu colegio. Não lembro se havia um surto da doença, mas acho que não. Eu tomei a vacina, assim como todos os meus colegas. Acho até que eu estava meio resfriada quando tomei a vacina.
                                                Logo depois comcei a tossir sem parar e ficar muito cansada.
                                                Minha mãe nunca descuidou da nossa saude, então ela marcou consulta para mim. Passei primeiro pelo departamento médico da empresa em que ela trabalhava e a médica que me atendeu me encaminhou para um alergista. Os médicos com os quais a empresa mantinha e mantém convenio são os melhores em cada especialidade. Mas, por uma razão qualquer, aquele alergista não fez exames clínicos, nem mesmo aquele em que se aplica gotas de diversos agentes que podem causar alergia. Mesmo assim ele me diagnosticou com alergia severa e deu uma serie de recomendações do tipo, sentar longe do quadro-negro, na sala de aula, tirar tapetes e cortinas do quarto, colocar uma lâmpada acesa embaixo da cama para evitar umidade... E não passou nenhum medicamento.
                                                É claro que nada disso adiantou. E as febres diarias começaram a aparecer. Mas como eram muito baixas e durante o dia elas não se manifestavam, eu também não falava nada para minha mãe. A febre, em doentes com tuberculose, costuma aparecer à tarde, geralmente é baixa e no dia seguinte ela some.
                                                Para complicar a minha situação, além de fazer educação física 3 vezes por semana no horario normal da aula, eu entrei na equipe de ginástica rítmica da escola e fazia 4 a 5 h de ginástica extra por semana. cheguei a entrar para a equipe de vôlei, mas o cansaço já estava se manifestando. O cansaço típico da doença.
                                                Eu tinha tomado a vacina no final de fevereiro. Em julho eu tive a primeira febre alta, mais de 39º. Mas no dia seguinte a febre tinha sumido.
                                                Eu já sentia dores nas costas, cansaço muito grande, já tinha emagrecido 10 kg, mas medicada e sempre com acompanhamento médico, nem minha mãe, nem eu, nem ninguém poderia suspeitar da tuberculose. Além disso, eu havia sido "imunizada" contra esta doença no inicio daquele ano. Quem poderia imaginar que eu estaria justamente com esta doença?
                                               Mais ou menos em setembro, em um sábado de muito calor, no Rio, eu fui à praia com um grupo e voltei passando mal, tremendo de frio e tossindo muito. Qualquer caminhada provocava um acesso de tosse, imagine ir à praia. Tomei meu banho com o termostato do chuveiro em temperatura de inverno e a sensação era de água gelada em minha pele. Fui para o sol, para tentar me aquecer e comecei a ter calafrios. Minha mãe ficou apavorada.
                                              Não deu outra, médico de novo. Mas ai já estava na cara que eu precisava de exames mais profundos.
                                              Feitas as radiografias, fomos ao pneumologista. O médico olhou as radigrafias e falou para a minha mãe que nunca imaginou ver um pulmão igual ao meu. Pobrezinha da minha mãe, desmontou ali mesmo, começou a chorar. Porque ele arrematou dizendo que ela precisava advinhar as minhas necessidades, nos 3 meses seguintes eu estava proibida até mesmo de falar. Segundo ele, a parede de meu pulmão direito estava tão fina que poderia se romper até mesmo se eu pedisse um copo de água e não haveria tempo de socorrer. O mais impressionante é que não me faltava nada, nem alimento, nem cuidados médicos, nem atenção dos meu pais e, volto a dizer, eu tinha tomado a vacina contra esta doença. Mesmo assim, a doença me pegou de jeito.
                                             Mas, mesmo ouvindo o médico, parecia que não era comigo. Eu só me dei conta da gravidade da minha situação mais de 25 anos depois da doença vencida. Uma amiga minha, quando lutava contra um câncer no seio, disse que Deus nos dá uma "burrice santa" que faz com que não entremos em pânico, quando a doença é conosco. Acho que foi o que aconteceu comigo, porque cheguei em casa e fui direto para a cozinha, pois pretendia fazer um bolo.
                                            Enquanto isso, minha mãe explicava a gravidade da situação para meu pai, namorado e irmãos. De repente me vi cercada pela familia e todos tiravam os objetos das minhas mãos e acabaram me obrigando a deitar.
                                            A partir dai, o tratamento. Mais ou menos 50 comprimidos diarios, só de antibiótico eram mais ou menos 30.
                                            O bom da situação é que o tratamento não é agressivo e o ruim é que logo nas primeiras semanas a gente já se sente tão bem que pode relaxar o tratamento. Graças a Deus, minha mãe pode tirar licença do trabalho para cuidar de mim em tempo integral. Ela estava ali, dia e noite, cuidando da alimentação, da medicação.
                                           O médico também proibiu que meus irmãos e primos ficassem perto de mim nos primeiros 3 meses de tratamento, já que este é o período em que podemos transmitir a doença. Mas, quem disse que eles ficavam longe? rsrsrs. Mas ninguém pegou a doença.
                                           Então foi um ano e meio de tratamento e mais meio ano de controle.
                                           A tuberculose é um assunto serio, mas o tratamento é fácil, é indolor e está ao alcance de todos. E deve ser feito até o final, segundo as recomendações dos médicos. O grande perigo é o doente achar que já está bom e parar o tratamento por conta propria, porque neste caso o corpo pode criar resistencia aos antibióticos e a doença pode se tornar crônica.
                                           Como já disse antes o tratamento é indolor e fácil. Não tomei nem mesmo uma única injeção durante o tratamento e mesmo tomando tantos comprimidos não tive uma única reação alérgica. Talvez por isso a doença não tenha me preocupado, nem me deprimido. Afinal, tirando as restrições dos primeiros 3 meses de tratamento, a minha vida logo voltou ao normal. Continuei estudando, saindo, com as únicas ressalvas de estar em casa antes do entardecer e de não fazer exercicios físicos, que eu amava. Realmente eu reagi muito bem à noticia e ao tratamento.
                                           Afinal quem não gosta de ser tão paparicada e tratada com tanto carinho?
                                           A segunda vez que tive, foi tão rápida que nem vale mencionar.
                                           Para não ter a doença? É complicado falar, já que eu me alimentava direito, tinha uma vida regrada e estava vacinada. Mas uma boa sugestão é: conheça o seu proprio corpo, conheça os seus limites e não se descuide se uma tosse seca e persistente surgir. Principalmente se você estiver se cansando a toa. Procure logo descobrir as causas. E não evite o tratamento. Ele é indolor.
                                           E mais do que tudo, serenidade. Serenidade é tudo na vida. Entrar em pânico só serve para "agigantar" qualquer problema.

                                                                                               Bjs, querida. e saude, muita saude.



Primeiramente, muito obrigada querida Gisa, por dividir esta linda história de força e superação aqui em meu singelo blog, e segundo gostaria de parabenizá-la por você não ter desistido de lutar no momento em que tudo te levava para o mar da tristeza, pois são nestes momentos que descobrimos o quanto somos fortes e se realmente a fé que sempre dizemos ter é verdadeira, e você nos mostrou que tem muita fé e determinação para superar os obstáculos que a vida lhe  mandou.
O meu intuito de trazer histórias como a da Gisa, é para que percebamos que não somos os únicos a terem problemas na vida, pois, quando enfrentamos alguma dificuldade , sempre achamos que nossa dor é maior que a dos outros, mais saibam que quando você sofre ,sempre tem um irmão sofrendo ainda mais, por este motivo tenham força e muita, mais muita fé em Deus, pois desta forma fica mais fácil de encarar os problemas de frente, e os enfrentando com certeza conseguiremos vencer e encontrar o tão sonhado caminho da felicidade.
Espero que tenham gostado e quem quiser compartilhar sua história de superação é só enviar para meu email, que terei prazer em ler e aprender com suas experiências, e saibam que todos temos uma história que podemos compartilhar e ajudar o próximo a superar seus problemas com mais garra e sabedoria, então fico a disposição , e este blog não é apenas meu , mais sim de todos nós.
Paz, Amor e Muitas Flores em seu caminho.
Bjs na Alma Deka